Num país onde os níveis de educação são deficitários, com grandes percentagens de analfabetismo, eis que, através do Ministério da Educação surge uma nova política de certificação da formação dos portugueses com um sistema inovador, subsidiado pela CE, os cursos EFA (Educação e Formação de Adultos).Os sistemas de cursos são diferentes na duração, na avaliação das áreas de competência e na forma de aprendizagem dos formandos.Com o objectivo de acelerar todo o processo de validação, alguns centros de formação estão a deturpar o próprio sistema em seu proveito, certificando pessoas com nível secundário, cujas competências nunca podem corresponder à realidade, uma vez que são efectuados na teoria e não, com a prática de uma assiduidade que a justifique.
Mais uma vez, enaltece-se um país com estatísticas falsas a troco da melhor posição na tabela dos países europeus.
Como se controla as entidades formadoras?
Como ficarão estas pessoas formadas?
Terão estas pessoas o direito a reivindicar esta formação nos seus empregos?
É esta a forma de educar uma sociedade globalizada?
...continuam as diferenças, uns mais bem (in)formados e outros mais mal (in)formados!!
E as diferenças continuam……………
ResponderEliminarEste texto tem como objectivo reflectir a actualidade do ensino dos Cursos EFA em Portugal.
Todos os alunos que se encontram em Centros de Novas Oportunidades não só têm uma formação superficial, como também tem uma flexibilidade de horário que não existe nos Cursos EFA leccionados nas escolas públicas normais.
Para os Centros de Novas Oportunidades, cada formando traduz-se em dinheiro que fica nestes Centros, uns afirmam que talvez seja uma mais-valia, mas na minha modesta opinião, traduz-se em mais uma vez tapar o sol com a peneira, visto que a formação leccionada é hiper-mega-incompleta mantendo os níveis de escolaridade desadequados. Como é possível formar alguém sem dar formação?
Logicamente, que para alguns, como o Sr. Pinto de Sousa, é óptimo para as estatísticas, para mostrar trabalho feito na Comunidade Europeia, mas só se engana a ele próprio, porque aos Portugueses já não é possível enganar com estas políticas avulsas de algibeira. Mais triste, é que existe quem realmente se esforça e se dedica para completar o Curso em 2 anos, e não vê o seu esforço distinguido dos demais que, em 2 ou 3 meses, fazem um dossier carregado de copy/paste, e conseguem a mesma acreditação.
Enfim, é o pais do faz de conta, enfim. Venha o próximo Pinto de Sousa!