segunda-feira, 25 de maio de 2009

O cansaço dos familiares dos idosos

Já pensaram o quanto é difícil ter um idoso dependente em casa?
Não se está preparado psicologicamente e nem fisicamente para o quanto difícil é.
Um idoso, com várias doenças próprias da idade e mais algumas, a depender de terceiros para tudo. Depois são as crises próprias das doenças, o que deita o idoso e a família abaixo. Como é o caso da doença de Alzheimer, com o avanço da doença faz com que a pessoa se vá lembrar do passado e não do presente. Então o idoso quando está pior relembra situações, por vezes de quando era criança. Há episódios de se lembrar e até ter medo de alguma coisa que se passou na escola. Então a família, com o cansaço que toda esta situação trás e a falta de apoio, fica desesperada e chega a ser agressiva com o idoso, não é que eu concorde mas é uma realidade. Também há quem seja agressivo com os idosos por maldade.
Por este não se poder defender, por ninguém acreditar no idoso e assim não há quem defenda. Os idosos e as famílias deveriam ter mais apoios, tanto a nível psicológico, como económico.
A família precisa de ajuda para saber lidar com todas estas situações sem ter de perder o controlo.
Então em que país estamos que se esquece de quem trabalhou tanto, que fez tanto pelo pais agora são tratados como trapos velhos. Senhores governantes lembrem-se que também caminham para lá e talvez precisem de apoios também.


8 comentários:

  1. A situação do idoso tem-se modificado ao longo dos tempos com a evolução da sociedade, o estatuto social do idoso está actualmente fragilizado e os problemas da velhice ameaçam transformar o idoso num ser indesejado e descartável. Em tempos idos o idoso era um exemplo de vida para os mais novos, ficavam em casa ate morrer, mas tal já não acontece e ele próprio sente-se indesejado e que é um peso para a família.
    Já esta na hora de rever a situação e alterar o modo como lidamos com os nossos idosos, sobretudo das classes mais desfavorecidas, sim porque que tem dinheiro, existe casas de repouso com condições de luxo, mas é só para alguns, apesar desses também sofrem de solidão, os outros têm de contar com as assistentes sociais e com a boa vontade da, ou não, da família.

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  2. Como comentário a este artigo, apetece-me iniciar pelo fim e deixar esta pergunta no ar, será que os governantes vão ter estas dificuldades? Eu não acredito, alguns deles até podem sofrer desta doença (Alzheimer) mas vão ter todas as condições para que nunca sofram como os idosos que são retratados neste artigo.
    Enquanto a sociedade avaliar o idoso como um inútil, esquecendo que são eles os sábios da actualidade e que é com eles que aprendemos as experiências vividas, no futuro deixará de haver história e excluído do hino nacional “ Dos teus egrégios avós”.
    Porém podemos culpar a família que, por egocentrismo, não olha para o próprio familiar como uma peça importante da vida que já viveram. Penso ser este, além dos governantes e da própria sociedade, o maior problema.
    Entretanto já existem espaços (apartamentos e outros) com alugueres a 10 anos que, quem os vai habitar (se lá chegarem… arriscando o investimento) com ou sem doenças, serão tratados com grande requinte.
    As diferenças não existem só quando adoecemos, mas sim, enquanto vivemos e onde “habitamos” depois de morrermos.
    O idoso é uma espécie de qualquer coisa quando já foi uma coisa qualquer!

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  4. Quando falamos em terceira idade, faz-nos lembrar “velhotes”, pessoas com uma certa idade e algumas sem capacidade de movimento. Pensamos ás vezes no nosso futuro e o que será de nós quando chegarmos “á tal idade”?
    Cada vez mais as pessoas da terceira idade tem menos apoio do estado, seja para ter um lar ou alguém que tome conta deles, ou até mesmo para aqueles que podem continuar em casa mas monetariamente não têm apoio nem como viver. Alguns ainda têm familiares que minimamente conseguem suportar as despesas e ficarem com eles em casa, outros não. Nem mesmo para os colocarem num lar ou terem alguém qualificado a tomar conta deles. Alguns chegam mesmo a ser mal tratados por diversas situações……Mas seja qual for os motivos, ninguém tem o direito de mal tratar ninguém!
    Existe doenças tais como, Alzheimer, que hoje em dia cada vez mais atinge também as pessoas novas. Por todas estas situações, certamente o nosso estado português deveria estar mais integrado nesta sociedade que não vive, tenta sobreviver.
    Muitas das famílias necessitam de trabalhar para o seu dia a dia, e quando se vêm nestas situações sem qualquer apoio monetário e psicológico, chegam mesmo a abandoná-los em hospitais públicos obrigando assim o estado português, a dar um rumo as estas pessoas. Ás vezes a vida leva-nos a tomar decisões que não queremos…
    Como a Ana referiu e bem, e bom que o nosso estado comece a dedicar-se mais a estes problemas diários e a encontrar soluções, porque um dia poderá ser um de nós no lugar de cada um deles!
    Ser idoso e tentar chegar ao fim de uma meta tranquilamente, depois de um princípio de um grande percurso!

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  5. Realmente, tal como Ana Andrade referiu, tratar de um idoso é realmente complicado. As famílias de hoje não estão economicamente e nem, socialmente preparadas para cuidarem de alguém que necessita de atenção de 24 horas sobre 24 horas, apoio, amor, medicamentos caríssimos e principalmente disponibilidade. Com a actual situação económica da sociedade, com a falta de tempo que os adultos têm até, por vezes, para seus filhos, tratar de um idoso é algo de extrema dificuldade, para não falar na paciência e serenidade que é necessária ter para situações menos agradáveis, mesmo com o stress do dia-a-dia não se pode ser agressivo para com o idoso. Portanto o apoio do Estado é essencial num apoio psicológico e económico, criando por exemplo lares, mas parecidos com uma casa familiar e não uma instituição de apoio, com condições de um hotel de 4 ou 5 estrelas, para que estas pessoas que ajudaram a construir o que somos, não passem necessidade. E visto sermos um país com grau elevado de envelhecimento da população há que tratar de todos os idosos como se fossem da família.

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  6. A sociedade em vivemos está a transformar as pessoas em seres estúpidos e anormais, a sociedade está pior do que uma selva; sim porque os animais ainda conservam o seu instinto de protecção da espécie.
    Estes primeiros anos do novo milénio têm sido muito maus; em cada dia que passa vê-se aumentar a desumanidade, a ausência de bons sentimentos entre as pessoas. O caso dos idosos marginalizados, desprezados pela sociedade e pela própria família é um exemplo bem significativo do mundo em que vivemos! "O número de idosos que chegam aos hospitais e são abandonados pelas famílias aumenta nas férias e épocas festivas. Apesar de o Inverno levar mais doentes às urgências, o que é certo é que muitos, depois de serem internados, ficam para além do dia em que lhes é dada a alta e as famílias muitas vezes criam muitas dificuldades, porque não têm condições para os terem.

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  7. O cansaço dos familiares de idosos

    No passado dia 26/05/09 veio a público no Diário de Notícias que o governo criou 18 novos lares, para doentes de Alzheimer, com mais de 270 vagas, sendo o total de doentes 70 mil, com tendência a aumentar dia para dia…
    Mas os novos lares só funcionarão como centros de dia. E de noite como é que os familiares depois de um dia de trabalho vão ter forças tratar dos seus familiares?
    Ficam exaustos! Não dormes de noite porque ficam preocupados pois pode acontecer alguma coisa. E durante o dia não dão rendimento no local de trabalho, podem ser despedidos e sem emprego piora a situação. Depois como é que têm, dinheiro para sustentar a família e o próprio idoso? À que pensar nos idosos mas também nas suas famílias.
    Mas nunca maltratar os idosos porque eles fizeram tudo pelos seus filhos e amá-los-ão até ao fim das suas vidas.

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  8. Em relação ao artigo de opinião sobre os idosos, fez-me argumentar o seguinte:
    • A terceira idade torna-se a última etapa da vida do ser humano, depois de uma vida desgastante, chega o chamado tempo de descanso, mas é aí que o idoso necessita mais de convívio, lazer, exercício físico, entre outras actividades.
    • Enquanto o idoso tem boa mobilidade e uma mente sã, pode-se dizer que os problemas não existem. Por norma, os problemas começam a aparecer quando o idoso adoece e requer mais acompanhamento médico e familiar.
    • Um idoso que tenha uma reforma razoável e que lhe permita requerer os serviços de lares, centros de idosos, parece-nos que o problema se resolve. Mas se a reforma for curta, o problema torna-se maior, pois sabemos que muitas vezes até os próprios familiares acabam por abandoná-los.
    • Há casos que foram tornados públicos, que até a pagar por estes serviços, os idosos são muito mal tratados.
    • Também se sabe, que são poucos os familiares que conseguem lidar com este assunto e que conseguem dar os cuidados necessários.

    Este assunto é muito delicado e terá que haver mudanças radicais no trato a dar aos idosos, as autoridades competentes também têm que acompanhar e juntamente com as famílias, arranjar soluções.

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