quarta-feira, 1 de abril de 2009

Lar de S. José

Lar de S. José é tecto para mães adolescentes
Denisa Sousa, Lisa Soares
eitado na alcofa, o Rafael (nome fictício) tenta integrar-se num novo mundo de cores e sons. Tem apenas três semanas e já está no berçário. É um dos meninos da "casa". Mora no Lar de S. José, em Real, Braga, onde, como ele, há 15 crianças acolhidas com as mães adolescentes. São vidas sinuosas, resgatadas de verdadeiros dramas familiares, que ali encontram um tecto protector.
A média de idades das mães solteiras situa-se nos 17 anos, embora o limite sejam os 21. A mais nova entrou com 14, já com um filho nos braços. A instituição, que opera a nível nacional, dada a falta de infraestruturas do género, tem capacidade para 35 mães com filhos. Criam-se laços para a vida. "A Associação de S. José acolhe as mães até as crianças terem três anos, mas, na prática, não é isso acontece. Algumas vão ficando até termos projectos de vida para elas", conta a directora, Lúcia Castro.
No berçário, os bebés estão tranquilos. "Estão a portar-se bem por estar cá gente", brinca uma das funcionárias. Há olhos azuis, atentos, e uma mãozinha que se estica, há uma menina que palra, enquanto o Rafael se dedica à chupeta, na novidade dos primeiros dias de vida. Ali não se vivem os pesadelos que povoaram a vida das mães. O Tribunal, as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e a Segurança Social tiraram-nas de ambientes degradantes, e por vezes, perigosos.

4 comentários:

  1. ainda bem que existem casas destas, é pena é serem poucas para a realidade que se vive no nosso país. seria bom que estas crianças,sim as mães também ainda são crianças, não precisassem destas casas de ajuda. era bom sinal!!!!!!!

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  2. Era bom,que não fosse preciso existirem casas destas mas infelizmente cada vez à mais adolescentes e crianças a necessitarem o conforto destas!

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  3. Devido aos pais das crianças que não o souberam ser, acabam por os próprios filhos serem pais ainda crianças.

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  4. Infelizmente, cada vez mais existe crianças abandonadas e a sofrerem.Existe tambem, juntamente com elas as próprias mães que desesperam porque não tem um tecto nem dinheiro para os alimentar.
    Felizmente, existem estas casas formidaveis, que dão apoio de várias maneiras,para que de uma forma ou de outra as crianças possam ter um lar,roupa lavada,amor e comer todos os dias!
    Como eu há muitos que não podem fazer muito, mas fico muito feliz por saber que ainda existe alguém que possa pôr um sorriso numa criança!

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