Binyam Mohamed foi libertado segunda-feira de Guantanamo e alega ter sido «torturado com métodos medievais» pelo governo norte-americano. Revelou ter sofrido torturas cruéis e não ter tido direito a resposta, nem a defesa. «Atravessei uma experiência que nunca pensei encontrar nos meus piores pesadelos», descreve o ex-detido, num depoimento dado através do seu advogado.Binyam Mohamed alega não estar «nem fisicamente nem mentalmente capaz de enfrentar a comunicação social, nem a sociedade». Mohamed chegou esta tarde à base militar aérea de Northolt, no noroeste de Londres, onde permanece a ser interrogado pelas autoridades britânicas, devendo depois ser reunido com a família. Mohamed foi detido pela primeira vez em 2002 no Paquistão, tendo sido transferido para Marrocos, Afeganistão e finalmente Guantanamo, há cerca de quatro anos. De nacionalidade etíope, Binyam Mohamed residia no Reino Unido, cujos serviços secretos acusa de terem enviado perguntas e informações àqueles que o mantiveram em cativeiro violando a lei internacional.
«Tenho a dizer que, com maior tristeza do que fúria, que muitos foram cúmplices com os horrores que passei nos últimos sete anos», lamentou. O seu regresso foi saudado pelo presidente da Fundação Ramadão, Mohammed Shafiq, que se mostrou chocado com o alegado envolvimento do governo britânico.
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Horror dos horrores!
ResponderEliminarNeste século XXI,quinhentos anos após a idade média,duzentos após o "século das luzes" o ser humano não pára de surpreender-nos a sua malvadez e instintos bárbaros. Só a Educação e o Conhecimento poderão elevar a mente dos homens de modo a controlarem os seus instintos primários. Que a verdade de Guantanamo seja conhecida e, que a mesma, nos leve a reflectir sobre as respostas do homem a situações extremas, independente da sua origem.